29 de outubro de 2012

Fernando Haddad é eleito novo prefeito de São Paulo

(Foto: Paulo Pinto/Divulgação/R7)

Fernando Haddad (PT) é o novo prefeito de São Paulo. Com 92,48% das urnas apuradas, o petista tinha 56,03% dos votos válidos (3.158.994 votos), contra 43,97% do candidato do PSDB, José Serra (2.479.094 votos). Os votos que ainda não foram apurados não podem mais modificar o resultado da eleição.

Até às 19h20, os votos em branco somavam 4,36% (278.256 votos) e os nulos chegaram a 7,28% (464.441 votos). Quase 20% dos eleitores não compareceram para votar, totalizando 1.590.513 pessoas.

O PT volta à Prefeitura oito anos após a gestão de Marta Suplicy, período no qual a cidade foi administrada por Serra e pelo atual prefeito, Gilberto Kassab.

A campanha em São Paulo no segundo turno foi marcada por um intenso embate e troca de acusações entre os candidatos.

Enquanto o tucano atacava o rival com panfletos, telefonemas e em toda oportunidade que tinha para falar na imprensa, o petista centrou sua munição nos programas de rádio e TV, o que acabou lhe rendendo a perda de 16 minutos no horário eleitoral.

Serra passou a eleição toda tentando ligar o adversário a réus do processo do mensalão, que corre no STF (Supremo Tribunal Federal). Do outro lado, a campanha petista batia na tecla de que Serra abandonou os cargos de prefeito e governador, apesar de prometer concluir os mandatos.

A campanha petista também procurava ligar a imagem do ex-governador ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), reprovado pela maioria da população.

Sem sucesso nessa tentativa de derrubar Haddad, Serra voltou sua atenção para a área da saúde. O tucano dizia que o petista iria “eliminar” a participação das OSs (Organizações Sociais) na gestão do sistema municipal de saúde.

Haddad passou a campanha negando a afirmação e acusando Serra de explorar o tema como “vitrine para ocultar as falhas” da rede municipal de saúde.

As OSs são entidades privadas que recebem recursos da prefeitura para gerir os equipamentos públicos de saúde. Na época em que a medida foi implantada, o PT foi à Justiça para tentar impedir a terceirização do setor.

Em seu plano de governo, está escrito que Haddad vai “reorganizar a saúde municipal, fortalecendo a gestão pública do SUS, promovendo rigorosa fiscalização das parcerias privadas e a efetiva descentralização com controle social”.

A nova estratégia do tucano também falhou, culminando na sua terceira derrota para um candidato do PT em disputas. Antes, já havia sido batido por Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff nas disputas presidenciais de 2002 e 2010, respectivamente.

Desafios

O próximo prefeito vai assumir a cidade mais rica do País, com o orçamento comparável a grandes Estados e ministérios do governo federal, mas com uma série de problemas estruturais.

Após seis anos da administração Kassab, a aprovação do atual prefeito era de apenas 24%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada em 30 de agosto.

A cidade enfrenta problemas nas áreas de moradia, transporte urbano, saúde e educação. O trânsito caótico, o déficit no número de vagas em creches e a má qualidade no atendimento da rede de saúde municipal são os principais desafios do próximo prefeito.

Fonte: R7